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Mulheres empreendedoras já são mais de 30 milhões no país

 Hoje em Dia

O estudo mapeou o perfil da mulher empreendera. Ele aponta, por exemplo, que quase 60% das empreendedoras iniciais, com máximo 3,5 anos no mercado, atuam em seis atividades principais: serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada (17,9%), cabeleireiras (10,6%), comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (10,5%), confecção de peças de vestuário, exceto roupas íntimas (7,3%), restaurantes (5,8%) e varejo de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal (4,7%), sendo que confecção de roupas e varejo de cosméticos e similares só foi citado por mulheres. Segundo o relatório, os homens que empreendem citam 14 principais atividades exercidas no mercado.

“O empreendedorismo feminino tem suas próprias características. Elas têm que enfrentar o preconceito estrutural e múltiplas jornadas. Elas ainda são reconhecidas como as responsáveis pela criação dos filhos, tarefas domésticas, cuidados com os idosos e doentes da família. Se ela estiver competindo com um empresário, terá muito menos tempo e energia para investir no seu negócio”, ressalta Rachel Dornelas, analista do Sebrae Minas. 
 

Para ela, além da sobrecarga, as mulheres são submetidas a estereótipos sociais. “O homem é educado a se arriscar em uma carreira empreendedora, mas, quando a mulher ousa a fazer o mesmo, muitas vezes escuta que negociação, finanças e matemática não são ‘coisa para mulher’. Ou seja, além dos desafios que ela precisa lidar, ela é alvo desse tipo de sabotagem emocional. Isso pode ser quase que definitivo e pode levar, inclusive, à desistência”, diz.

Em BH, dos 241.052 MEIs registrados na Receita Federal, 46,6% são mulheres, com destaque para cabeleireiras (16.453) e alimentação preparada para consumo domiciliar (6.016)

 

Resiliência

Em 1984, a empresária Maria Marta Oliveira tinha em suas mãos um feito: um diploma de engenheira civil. No entanto, nunca conseguiu emprego na área. Sem oportunidade no ramo de formação, juntou-se à irmã para empreender nas habilidades culinárias. Assim nasceu a primeira loja da Segredos Caseiros, de comidas congeladas, no bairro Gutierrez. “No geral, mulheres à frente de negócios não era comum. Mas fizemos uma lista do que sabíamos cozinhar, majoritariamente, comidas triviais, do dia a dia e seguimos até hoje, com as comidas mais simples como nosso carro-chefe”, lembra.

Hoje, a marca da empresária, em parceria com a irmã, é uma franquia com sete lojas em Belo Horizonte. A rede emprega 70 pessoas, entre unidades de vendas e fábrica. Experiente, a empresária expandiu os negócios durante a pandemia mundial e não demitiu ninguém. Pelo contrário, contratou oito pessoas. “Minha equipe teve um aumento de 20%. De repente, tudo fechou e nós tínhamos produtos suficientes para atender a demanda que estava acostumada a outro tipo de alimentação rápida, como um restaurante. Nisso, consumidores foram atrás de outras formas de comida, como congelados, e gostaram”, afirma Marta.

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