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Um quarto das PMEs nacionais ainda desconhece a LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entra em vigor em menos de seis meses, e as pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras terão de correr para se adaptar a tempo à nova norma.

Segundo levantamento realizado pela plataforma de busca e comparação de softwares Capterra, uma empresa da Gartner, um quarto dos micro, pequenos ou médios empreendedores do país ainda desconhece a LGPD, que regulará as atividades de tratamento de dados pessoais por parte das empresas e do setor público no Brasil.

Entre os que conhecem a lei, somente 40% afirmam estar totalmente preparados para a sua entrada em vigor.

A pesquisa ouviu 224 CEOs e profissionais com cargos diretivos de companhias de todo o país entre os dias 5 e 6 de fevereiro.

A complexidade da nova norma é apontada como o grande desafio tanto para as empresas que já finalizaram o processo de conformidade (82%) como para aquelas que estão no meio do processo (59%).

“É importante lembrar que a LGPD é inspirada na GDPR, a lei de proteção de dados europeia, em vigor desde maio de 2018”, destaca Lucca Rossi, analista do Capterra responsável pelo estudo.

“A experiência de outros países traz benefícios e ajuda tanto os legisladores, que podem se espelhar em textos já consolidados, como as empresas, que já estão mais alertas ao tema. Mas a característica complexa do tema não impede que a LGPD escape de produzir confusão aos profissionais não técnicos.”

Coleta, armazenamento e tratamento

O Capterra também investigou os procedimentos atuais de coleta, armazenamento e tratamento de dados das PMEs.     

A grande maioria dos entrevistados utiliza as redes sociais (64%) para realizar a atividade e quase a metade (48%) o faz por meio das informações que os próprios clientes inserem no site das empresas, mas um grande número (55%) dos empresários entrevistados afirma ainda coletar pessoalmente os dados dos seus clientes, seja em feiras ou eventos. 

“Esse é um ponto importante, já que o nível de digitalização de um negócio e a maneira como ele organiza os seus processos terá influência direta no trabalho de adaptação às novas regras. Cada negócio deverá fazer um plano detalhado para o processo de conformidade”, completa Rossi.

Fonte: JORNAL CONTÁBIL

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